06/08/18

Conheça 7 itens indispensáveis para criar sua própria voz na Internet e se conectar de verdade com seu público

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Essa é uma questão que dia sim e dia não bate aqui na nossa porta, muitas vezes em tom de queixa mesmo. E olha, não pense que só quem está começando tem dúvida sobre como atrair as pessoas certas. Se tem uma coisa democrática é isso aí: todo mundo, seja da economia criativa, profissional liberal, uma empresa maior e já consolidada ou uma startup. Todos vão perseguir essa resposta.

 

E se o povo quer saber, vamos aqui ajudar né!

 

Apesar de entendermos que cada projeto ou negócio tem suas peculiaridades, que podem ir desde a região em que está até o segmento de mercado que atua, acreditamos que há 7 fatores que podem contribuir muito para que ao menos um caminho seja trilhado para resolver essa questão que tanto persegue a todos nós.

 

So, sem mais delongas, let’go gang!

 

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1- DEFINIR OBJETIVOS DA COMUNICAÇÃO

Antes de sair produzindo conteúdo e se expressando em qualquer plataforma, é necessário que saiba exatamente onde quer chegar com tudo isso. Ter objetivos de comunicação muito claros vai te ajudar a traçar um caminho, que não necessariamente será o mais fácil, mas com certeza será o mais sólido.

 

Ter um olhar estratégico independentemente de qual seja seu projeto ou negócio é primordial para que o resultado final esteja alinhado com suas necessidades e expectativas.

 

Você pode, por exemplo, entender que seu principal objetivo de comunicação seja ampliar seu alcance entre potenciais cliente e público, expondo mais sua marca. Ou, de repente, você quer se transformar em referência em seu segmento de atuação, neste caso seu objetivo estaria não só ligado à exposição de marca, mas em reforçar sua autoridade no mercado. Ou, algo mais na linha da geração efetiva de novos negócios.

 

Quando você souber exatamente o que quer, vai facilitar demais o desenvolvimento de todos os outros passos. É como se o objetivo de comunicação fosse ao mesmo tempo o ponto de partida e de chegada e todo o restante faz parte da rota que tomará.

 

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2- TER UMA IDENTIDADE VISUAL

Olha, pode parecer uma coisa muito básica e é mesmo. Maaaass, vale a pena tocar neste assunto, afinal de contas seja você, seu projeto ou seu negócio, há de haver (!!) uma carinha pra isso tudo, não? E, de preferência, que seja do seu jeito 😉

 

O visual de seu negócio é tão importante quanto seu próprio produto, serviço ou sua arte. Tudo deve sintetizar quem você é, precisa transmitir a cultura de sua empresa, seus valores, e é ainda uma forma de valorizar ainda mais o seu trabalho.

 

A Identidade Visual deve permear tudo o que você faz. Essa é uma das formas mais eficazes e pró de mostrar logo de cara quem é você, qual seu estilo, no que acredita, pra atender a que tipo de perfil de pessoa você existe e mais um montão de coisas.

 

Esse seu “RG” é formado por muitos elementos, como cores, letras, formas, imagens… e pode resultar numa série de itens, como logo, site, cartão de visitas, blog, perfis nas mídias sociais, os tipos de fotos que posta no Instagram, os conteúdos que compartilha por aí, e que no conjunto da obra vão dizer ao mundo quem é você.

 

E, ao dizer ao mundo quem é você, respeitando essas coisinhas aí em cima, as pessoas vão reconhecer seu projeto mais facilmente e, aquelas que identificarem com sua proposta, certamente apresentarão um potencial maior pra se relacionar ou fazer negócio contigo.

 

Porém, há um fator primordial: é preciso fazer direito, né?

 

Assim você evita que te reconheçam por seu site ultrapassado, suas fotos sem foco e desleixadas no Insta, pelo logo feito às pressas pelo primo do seu vizinho etc etc etc

 

Em resumo: não basta definir sua Identidade Visual, ela deve ser coerente com sua proposta, ter haver com o público que quer alcançar, preferencialmente produzida por um profissional (neste caso, a ajuda de quem entende do assunto pode fazer a diferença que faltava) e ser consistentemente explorada em tudo o que você fizer.

 

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3- DEFINIR E CONHECER SUA PERSONA

Seja você das artes, do direito, da arquitetura ou do comércio, é fato que em algum momento da vida ouviu falar do tal “público-alvo”, aquelas pessoas que de alguma forma podem se interessar por seus projetos, produtos ou serviços e com as quais seria ideal você se relacionar. 

 

Esse é um ponto determinante pra conseguir se conectar verdadeiramente com quem deseja: você precisa saber quem está do outro lado ou, ao menos, quem você desejaria que estivesse do outro lado.

 

No olhar dos publicitários, o público-alvo é constituído por uma série de fatores mais gerais, dentre eles os demográficos (gênero, idade, classe social, localização etc), os psicológicos (traços de personalidade, comportamento etc) e por aí vai.

 

De uns tempos pra cá, especialmente em projetos de comunicação e marketing digital, criou-se uma nova expressão que tem como base esse público-alvo aí conhecido da publicidade, mas que traz novos e mais detalhados elementos, como por exemplo quais são os desejos dessas pessoas, que tipo de coisa os faz perder o sono à noite, em que fase da vida está, hábitos de consumo de informação, produtos e serviços etc etc etc É como se fosse a materialização de seu cliente ideal.

 

Ter ganho essa amplitude de informações só beneficia quem entende que na comunicação de hoje, não dá pra simplesmente jogar as informações no ar e esperar que elas atinjam a pessoa certa, assim, olhando pro geralzão da sociedade: o famoso, homem-mulher, 25 a 34 anos, solteiro, com curso superior completo, classe C e B. Quanto mais dados, mais relação com a realidade esse perfil tiver, melhor será sua conexão, conversa e relacionamento.

 

Neste ponto você deve estar se perguntando: tá, mas como faço pra ter certeza quem é minha “Persona”

 

E a gente te responde que tem um montão de caminhos que pode seguir até chegar no desenho do perfil de sua persona que seja o mais próximo da realidade ou de seu desejo. Vem que te mostramos!

 

Identificando minha Persona

Pra começar, se faça a seguinte pergunta: 

 

“Estou feliz com o tipo de pessoas (aqui entram clientes, consumidores, público, parceiros de negócios…) que meu projeto atrai hoje?”

 

Se a resposta for sim, que bom! Significa que de uma maneira quase involuntária e natural as pessoas certas, aquelas que você sempre quis, estão chegando até você. Neste caso. Pule direto pro próximo tópico.

 

But, se sua resposta for talvez ou não, aqui vai uma dica: dê um passo atrás e olhe ao seu redor. Tente imaginar como seria o perfil do seu cliente ideal.

 

De que coisas ele gosta, qual o tipo de interesses ele tem, onde ele vive, quais outras marcas ou produtos ele consome, qual é a faixa etária dele, em que momento da vida ele está (é adolescente, está no colégio? Ou não, já está faculdade ou acabou de se formar?

 

Já é casado? Solteiro e mora sozinho? Está mudando de carreira? Já criou os filhos e agora quer curtir da vida?), como ele se informa, que tipo de mídias sociais ele participa (ou ele não participa de nenhuma?)…

 

Você precisa mergulhar na vida e na mente dessa pessoa que julga ser a ideal pra você e descrevê-la nos mínimos detalhes. 

 

Dessa forma você terá subsidios suficientes para criar uma pessoa fictícia, mas que traz traços de realidade.

 

Pronto, agora que você já tem um pouco de ideia de quem seria sua Persona ideal, pode passar para a próxima fase.

 

Conhecendo melhor minha Persona

Nesta etapa, vamos entender quais ferramentas podem te ajudar nessa investigação de quem é sua Persona e, melhor, ter acesso a dados reais para a construção do perfil.

 

A primeira coisa que deve fazer é buscar as informações preciosas que já estão ao seu alcance. Como? Incluindo seus atuais e ex-clientes e potenciais consumidores no seu estudo.

 

Primeiro porque só de tomar um café com seu cliente mais fiel, por exemplo, e perguntar pra ele tudo aquilo que você sempre quis, pode te dar insights incríveis de como aprimorar seu projeto. Mas, esteja preparado para ouvir de tudo, de elogios entusiasmados a sugestões irreais ou críticas fortes daquelas que dá vontade de ir pra debaixo da mesa e nunca mais sair de lá.

 

O fato é que saber de verdade quem é seu cliente, do nascer ao por do sol, são dessas informações que podem transformar o seu negócio.

 

Você sabe, por exemplo, qual foi o motivo que levou aquele cliente que te chamava para fotografar todas as festas da família e os eventos corporativos da empresa dele a nunca mais te contratar pra nada?

 

Você sabe por que aquela indicação super forte que recebeu de um amigo próximo, em que as duas primeiras reuniões foram muito empolgantes e fluíram de uma maneira que você tinha certeza que teria conquistado mais um cliente pro seu escritório de decoração, mas que depois simplesmente não aconteceu? 

 

E você sabe por acaso como todos os clientes que entraram no seu salão de beleza ficaram sabendo que você existia? E mais: você sabe porque eles decidiram cortar o cabelo com você?

 

Pois se você respondeu não pra qualquer uma delas, ou se pelo menos já passou por situações parecidas, está mais do que na hora de repensar como está gerindo o seu empreendimento. Sério, muito sério!

 

Pra que você tenha sucesso nessa fase e não desista, sugerimos que comece pequeno, devagar.

 

Primeiro pra não se assustar e continuar este processo (sim, queremos que você tome tanto gosto por isso que daqui a pouco se transformará em expert em obter informação privilegiada e utiliza-la a seu favor) e também porque precisa fazer direito e, dependendo de sua estrutura, talvez essa atividade tenha de ser desempenhada por você mesmo e não queremos que use isso como desculpa pra simplesmente não fazer.

 

O que queremos dizer com começar pequeno, devagar?

 

Você pode, por exemplo, fazer uma lista com os nomes dos 3 melhores clientes, dos 3 que sumiram do nada, de 3 pessoas que imagina poderiam comprar de você, mas nunca nem falaram contigo, de outros 3 que chegaram até o final do processo de compra ou de contratação dos seus serviços e puft, na hora H disseram que não queriam mais, e de outros 3 que eram clientes, mas tiveram algum problema com sua empresa, reclamaram e foram embora.

 

Estamos falando de um universo bem pequeno, factível de você conseguir se dedicar e que já vai te dar uma primeira noção de onde está pisando.

 

Claro que para uma pesquisa mais profunda, fundamentada, seria importante ter um universo maior. Mas mais uma vez reforçamos: comece pequeno, tenha um cheirinho do que pode estar acontecendo e depois se planeje para ir além, fazer algo mais estruturado e que seja relevante estatisticamente para o seu projeto.

 

Com os clientes mais próximos, que tal quebrar o gelo e conversar tomando um café? Num ambiente diferente, pode ser que você consiga extrair mais informações e de melhor qualidade. Essa proximidade no relacionamento é uma super vantagem.

 

Pergunte pra ele, por exemplo:

  • Como chegou até você?
  • Que tipo de profissionais ou empresas ele havia pesquisado antes de te escolher?
  • O que fez decidir que você era a pessoa certa?
  • O que mais aprecia na sua empresa e que pontos precisam ser melhorados?
  • O que ele acha de seu atendimento, pós-venda, valores, forma de pagamento, equipe, qualidade etc?
  • Se não fosse seu cliente, de qual empresa seria?
  • Qual é o maior problema que você resolve pra ele?
  • Quais outros problemas ou necessidades ele gostaria que você resolvesse?
  • Ele te indicaria ou já indicou para outras pessoas? Por que?
  • O que pode fazer com que ele deixe de ser seu cliente?

 

Ao final do bate-papo, você pode perguntar se seu cliente poderia preencher uma pesquisa rápida para complementar essas informações iniciais.

 

Nessa pesquisa, que você pode enviar por e-mail ou fazer um formulário no Google Forms (vamos explicar sobre ele num outro post sobre ferramentas que podem te ajudar nessa tarefa de se relacionar com seus clientes 🙂 ), seria legal ter acesso a dados como data de nascimento, local de residência, estado civil, ocupação e outras características econômicas, grau de instrução e, ainda:

 

  • Como ele se mantém informado no dia a dia.
  • Se faz parte de alguma mídia social digital. Se sim, qual.
  • Por qual canal prefere se relacionar com você (E-mail, aplicativos de mensagens como o WhatsApp ou o Messenger, telefone, pessoalmente, carta etc).
  • O que valoriza num profissional de sua área.
  • O que faz com que se mantenha fiel aos seus produtos ou serviços.

 

Para os que imagina que seriam seu público ideal, mas ainda não está conectado a ele, a sugestão seria legal incluir as pergunta acima juntamente com essas aqui:

  • O que ele acha de seu projeto (peça para que seja super franco, pois isso é fundamental)
  • Mesmo ainda não tendo se relacionado com você, pergunte se seu projeto, serviço ou produto o agrada. Sendo a resposta Sim ou Não, questione sempre por que.
  • O que faria com que ele se tornasse seu cliente.

 

Já para aquele que era seu cliente, mas por algum motivo que você desconhece ele foi embora, você pode tentar o ótimo que seria uma conversa franca pessoalmente ou por telefone. Se ele não aceitar, proponha então só uma pesquisa pela internet e inclua no questionário perguntas do tipo:

 

  • Qual motivo o levou a dispensar meus serviços ou deixar de frequentar meu estabelecimento.
  • O que faria com que ele voltasse a se relacionar com sua empresa no futuro.
  • O que ele valoriza no relacionamento com um empreendimento como o seu.

 

O fundamental dessa investigação é que para tomar decisões mais assertivas, que vão te ajudar a chegar onde deseja, é importante ter dados, fatos. Trabalhar com informação real e fugir dos achismos e preferências pessoais só pode te beneficiar.

 

Compilando minhas informações

Pronto, agora que já coletou uma série de dados importantes e, em teoria, muito mais próximos da realidade, chegou o momento de condensa-las e formar sua ou suas Persona (s). 

 

Sim, isso mesmo! Pode ser que você tenha chegado ao ponto de entender que tem mais de um perfil de cliente ideal e tudo bem. Basta você detalhar bem cada um deles.

 

A primeira coisa a se fazer é pegar dados que sejam similares. Por exemplo, em todas as entrevistas e conversas você identificou que as pessoas eram mulheres e homens, solteiros, moravam sozinhos e estavam num momento de estabilidade na vida.

 

Uau, que evolução! Então você pode partir do princípio que sua Persona tem essas primeiras características.

 

Indo mais fundo, você conseguiu identificar que quase todas tinha perfis ativos no Instagram, mas que nenhuma delas usava mais o Facebook. Ponto pra você! Agora você já sabe que em vez de tentar se relacionar com elas pelo Face, vai direto pro Insta.

 

Ah, mas elas também disseram que gostam de receber informações por e-mail, mas não numa frequência muito alta. Olha aí mais um subsidio pra te ajudar na sua comunicação e relacionamento. 

 

Em resumo, de tudo que coletou, separe o que é similar e o que é distinto pra ter uma visão exata. É nesse ponto que você vai também ter mais certeza se deve manter um único perfil ou mais de Personas.

 

O que fazer agora que já defini minha Persona?

Com o perfil (ou perfis) de Persona definido, tem uma série de coisas que você pode fazer. As principais são:

  • Estruturar sua estratégia de marketing para chegar até potenciais clientes, conquistar novos e fidelizar os atuais.
  • Reavaliar questões importantes, como preço, área de atuação (deve ter um ponto físico ou posso só ter online, estou localizado no lugar certo etc), frequência com que apresenta novidades, lançamentos etc.
  • Analisar a jornada de compra dessa Persona, ou seja, pensando como ela, quais seriam os passos desde a pesquisa e descoberta, consideração por seu produto ou serviço, consulta ao seu projeto até a efetivação da compra-contratação e atendimento o pós-venda? Definir a jornada de compra pode te trazer ainda mais informações sobre os melhores momentos para uma abordagem, que tipo de canal e conteúdo é indicado para cada etapa e muito mais.
  • Planejar sua comunicação, incluindo reavaliar e escolher os canais mais indicados para se relacionar, tais como site, blog, mídias sociais, e-mail, Whats App, página ou grupos no Facebook etc; estruturar o tipo de conteúdo que distribuirá nos canais escolhidos (ambos pensando na jornada de compra); qual será a linguagem que utilizará nessa conexão e conversa; palavras-chave importantes para seu segmento de atuação; frequência com que se comunicará; se investirá em mídia paga ou vai buscar manter uma comunicação orgânica…

 

Vale lembrar que, em alguns casos, pode ser que sua Persona – o consumidor do seu produto ou serviço – não seja a pessoa que fará a compra. Um bom exemplo disso são empresas maiores que possuem área de Compras, que é responsável pela cotação e contratação de produtos e serviços, mas sua Persona na verdade é quem vai utilizar o produto ou serviço e faz a solicitação à área de Compras.

 

Tendo um perfil muito bem definido, inclusive com a jornada de compra, vai te dar mais clareza sobre este ponto também.

 

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4- ESTABELECER UMA LINHA EDITORIAL

Bom, primeiro você deve querer saber o que é uma Linha Editorial, certo?

 

Essa expressão vem dos veículos de comunicação mais tradicionais, como jornais e revistas, e de modo bem geral nada mais é do que o jeito com que esse “canal” enxerga o mundo, quais são seus valores, no que acredita, quais são os tipos de assuntos que abordará, que linguagem utilizará etc etc etc É como se fosse um direcionamento interno de comunicação que parte do tipo de negócio em si, passa pela mensagem que se quer transmitir e para quem ela será direcionada. E isso dentro de um entendimento estratégico, pois tudo que será feito tem que ter como objetivos criar um posicionamento perante o mundo e um relacionamento forte e sustentável com seu público, de forma que sua empresa, projeto ou você mesmo se destaque.

 

Para criar uma linha editorial para um blog ou mídia social é fundamental que você já tenha definido sua persona. 

 

No passo seguinte você deve voltar os olhos para seu projeto sem si, pois deverá definir qual será seu tom de voz e a linguagem que utilizará, ou seja, de que maneira vai expressar a personalidade de seu projeto por meio do seu conteúdo para que sua comunicação mantenha-se autêntica, representando de verdade suas crenças. 

 

Talvez fique mais fácil se olhar para seu projeto como se fosse uma pessoa. Se pergunte como seria, por exemplo, seu tom de voz. Mais amigável e objetivo ou com uma carga mais professoral? Vai falar na primeira pessoa do singular, na primeira pessoa do plural ou na terceira pessoa? Relembrando no Português, isso significaria o “Eu”, o “Nós” ou o “Eles” (A Empresa, O Projeto…).

 

Já a linguagem você pode escolher ser mais sério ou descontraído, mais simples e fácil de entender ou mais complexa.

 

Tudo isso tem de estar 100% alinhado com a personalidade de seu empreendimento e com a persona, pois do contrário, há grandes chances dessa comunicação ser falha, da conexão não se concretizar e de seus esforços irem todos por água abaixo porque está “falando” por meio de seu conteúdo de um jeito diferente de quem você (ou seu projeto) realmente é e também de uma forma que seu público não entende, não se identifica.

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5- ESCOLHER OS CANAIS APROPRIADOS AO SEU PROJETO

Aqui, mais uma vez, nós de Brick Lane lembramos do designer alemão, Dieter Rams, da famosa escola Bauhaus de design, que prega o “Menos, mas melhor”.

 

Não é porque “todo mundo tá usando”, “todo mundo tá lá” ou “todo mundo gosta” que você vai embarcar numa rede social ou plataforma que não tenha nada a ver com seu projeto ou sua persona. 

 

Como dizem praticamente todas as mãos: “Você não é todo mundo” ahahahaaha

 

Imagine que é uma advogada trabalhista. Quais seriam os canais mais apropriados para seu negócio se conectar com sua persona? Instagram? Facebook? Pinterest? YouTube? LinkedIn? Muito provavelmente não ou melhor, não todas essas. Claro que é importante analisar inúmeras variáveis, mas vamos considerar que seu principal objetivo de comunicação é desmistificar o trabalho do advogado, sendo mais próximo, com um tom de voz bem amigável e uma linguagem simples. Talvez os melhores caminhos seriam ter um site com um blog bem ativo, e perfis oficiais no LinkedIn e YouTube.

 

Agora, pense se fosse um fotógrafo de lifestyle que clica casamentos e maternidade, ou seja, o ponto forte de seu conteúdo pode ser seu próprio trabalho, as imagens. Neste caso, além do site com um blog, utilizar o Instagram e o Pinterest seria o mais indicado.

 

Nesse ponto, você deve deve ter reparado que em ambos casos seria indicado ter site e blog e aqui vamos explicar.

 

Muita gente (e você pode ser um deles) pode se perguntar se em meio a tantas plataformas diferentes ainda é necessário ter um site. E nós te dizemos que sim, ter um site ainda é importante, pois é como se fosse sua “casa própria” no mundo digital, com seu endereço e visual únicos, e não um espaço alugado, como o das mídias sociais.

 

A transformação digital é tão profunda e dinâmica que a cada dia surgem novas redes e ter a certeza de que seu espaço está garantido é mais do que importante. Basta lembrar do que aconteceu com o Orkut, o MySpace e o que pode acontecer em breve com o Snapchat.

 

Imagine se você dependesse apenas desses ambientes pra se relacionar com seus clientes. Quando eles desaparecem das redes, você some junto. Não vale a pena arriscar, não é mesmo? E também pairam dúvidas sobre os blogs. E a gente também tem uma resposta pra isso: se você prioriza o relacionamento, deseja ser relevante e quer se conectar verdadeiramente com seu público, o blog ainda é uma ferramenta e tanto.

 

Neste ambiente você pode ter um visual mais profissional e de acordo com sua marca, cativar seu público oferecendo conteúdo de qualidade, nutrir sua base de potenciais clientes e, de quebra, ainda ser bem visto pelos robozinhos do Google.

 

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6- MAPEAR TEMAS DE INTERESSE DE SUA PERSONA PARA A PRODUÇÃO DE CONTEÚDO

É importante ser coerente com seus princípios, objetivos, com a “alma” de seu projeto? Sim, mas é claro. Porém, não adianta produzir conteúdo que só você curte, que “acha” que é bom pra você e sua audiência de uma forma aleatória. Tudo deve estar ligado aos seus objetivos de comunicação e, principalmente, ser relevante para sua Persona.

 

E como é que se faz isso então?

 

Você pode começar fazendo um levantamento de quais assuntos são essenciais para seu negócio e que estejam alinhados com seu objetivo. Posteriormente, é importante fazer o cruzamento desses temas com aqueles que seriam de interesse de sua Persona.

 

Para isso, pode adotar algumas práticas, tais como:

 

Ser bem direto e perguntar utilizando seus próprios canais.

 

Preparar uma pesquisa um pouco mais estruturada. De repente utilizar as mesmas conversas e formulários online que falamos no item 3, sobre as Personas. Você pode incluir lá perguntas relacionadas ao tipo de conteúdo que deseja ter acesso.

 

Testar. Sim, por mais que consiga receber um bom feedback em suas pesquisas diretas, ainda é necessário fazer experiências. 

 

Outra coisa legal de se fazer com relação aos temas é entender que tipo de conteúdo vai produzir. Será mais entretenimento? Ou mais informativo e de prestação de serviços? Isso vai te ajudar muito a ter ainda mais ideias do que produzir e te dará amplitude pra ir além do “compre, compre, compre” que tanto vemos por aí.

 

Fique muito atento a este tipo de conteúdo que só promove você, sua marca, produtos ou serviços de uma forma quase a la publicitária. Isso porque podemos dizer que a era da interrupção pura e simples desse tipo de propaganda já não faz mais sentido e, pior, pode não trazer o resultado que se espera.

 

Agora temos do outro lado do balcão alguém que não deseja ser interrompido e que vai te dar permissão para se relacionar com ele na hora, do jeito e onde ele quiser.

 

Pra se conectar, se relacionar, fazer negócios, engajar e dialogar é também necessário oferecer algo em troca, de preferência o que, onde e na hora que o seu público quiser e o marketing de conteúdo tem justamente este papel, de ser uma estratégia de marketing que utiliza o conteúdo como ferramenta de descoberta, informação, vendas e relacionamento. Mas tudo isso dentro de uma lógica, de um planejamento.

 

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7- SER CONSISTENTE NO CONTEÚDO 

Este é o sétimo e último tópico não por acaso. Não basta ter feito todos os outros seis, se não se mantém consistente com seu estilo e frequência de conteúdo.

 

Estilo queremos dizer com sua cara, com sua personalidade. Se uma hora você é todo amigável, irreverente e em outra sérião e complexo, as pessoas vão ficar confusas e a conexão tão esperada pode se perder ou, pior ainda, nem acontecer.

 

Por outro lado a frequência é algo igualmente importante. Ela pode ser definida, por exemplo, de acordo com seu atual momento.

 

Se é você mesmo quem vai produzir o conteúdo, não adianta querer abraçar o mundo sozinho. Vá com calma, estabeleça meta e rotina de produção e siga com elas faça chuva ou faça sol. 

 

Não está dando conta de produzir e publicar conteúdo em todos os dias e horários que se propôs? Então reveja. Muitas vezes é melhor ter menos do que não ter nenhum. 

 

Comece devagar e à medida que for conseguindo se organizar melhor, ter mais tempo e até produzir com mais facilidade, aumente a frequência, mas observando pra não cansar sua audiência.

 

Bom, se você chegou até aqui, queremos saber o que achou dessas dicas.

 

Ficou alguma dúvida?

 

E mais, tente fazer em casa e conte tudo pra gente 😉

 

Imagens: Unsplash (Aleks Dorohovich, Annie Spratt, Glenn Carstens-Peters, Heidi Sandstrom, Ian Froome, Kyle Glenn, Rawpixel e Timon Studler)
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